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Vídeo registra cardume de candirus consumindo carcaça de jacaré no rio Madeira, em Porto Velho

Especialistas explicam que comportamento faz parte do papel ecológico da espécie na limpeza dos rios amazônicos.

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Um vídeo gravado no rio Madeira, em Porto Velho, chamou a atenção nas redes sociais ao mostrar um cardume de candirus consumindo a carcaça de um jacaré. As imagens foram registradas no início de julho por um pescador durante uma navegação nas proximidades da Ponte Rondon-Roosevelt.

O autor da gravação, Airton Viana, contou que produzia conteúdo sobre a fauna da região quando encontrou a cena. O vídeo foi compartilhado nas redes sociais e rapidamente ganhou repercussão entre os internautas.

Nas imagens, é possível observar dezenas de peixes alimentando-se do animal morto, removendo a carne da parte interna da carcaça.

Segundo especialistas, os peixes registrados pertencem à espécie conhecida como candiru-açu, diferente dos candirus hematófagos que ficaram conhecidos por lendas e histórias populares envolvendo ataques a seres humanos.

De acordo com o biólogo Flavio Terassini, o comportamento registrado é considerado natural e ocorre com frequência nos rios da Amazônia, especialmente no rio Madeira. Conforme explica o especialista, o candiru-açu exerce uma importante função ecológica ao consumir matéria orgânica em decomposição, contribuindo para a limpeza do ambiente aquático.

Ainda segundo o biólogo, apesar da fama que cerca o nome “candiru”, o candiru-açu não costuma atacar pessoas vivas. A espécie alimenta-se principalmente de animais mortos ou em decomposição, sendo atraída pelo odor liberado na água.

O pesquisador Fernando Dagosta, especialista em peixes de água doce, explica que o candiru-açu é um bagre de hábitos carniceiros, equipado com dentes adaptados para cortar e retirar pedaços de carne. A espécie vive principalmente em rios amazônicos e costuma formar grandes cardumes.

Outro fator que favorece sua eficiência é o olfato altamente desenvolvido, que permite localizar alimento rapidamente mesmo em águas com baixa visibilidade. Por essa característica, o candiru-açu frequentemente chega antes de outros animais necrófagos para consumir carcaças encontradas no leito dos rios.

Embora as piranhas sejam normalmente associadas à remoção de tecidos de animais mortos, especialistas destacam que o candiru-açu também desempenha papel importante nesse processo natural, contribuindo para o equilíbrio ecológico dos ambientes aquáticos da Amazônia.

Fonte: J1 Rondônia

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