HOMENS ESTÃO VIVENDO MENOS QUE MULHERES — E A CIÊNCIA QUER SABER POR QUÊ
Não é apenas questão de cigarro, bebida ou falta de médico: diferença de longevidade continua mesmo quando os hábitos ficam mais parecidos Por que as mulheres vivem mais que os homens? A pergunta parece simples, mas a resposta está deixando os cientistas intrigados. Durante décadas,…
Não é apenas questão de cigarro, bebida ou falta de médico: diferença de longevidade continua mesmo quando os hábitos ficam mais parecidos
Por que as mulheres vivem mais que os homens? A pergunta parece simples, mas a resposta está deixando os cientistas intrigados.
Durante décadas, a explicação mais comum era direta: homens fumam mais, bebem mais, se arriscam mais, cuidam menos da saúde e costumam procurar atendimento médico somente quando o problema já está grande. Só que essa explicação pode não contar toda a história.
No Brasil, a diferença continua impressionante. Em 2024, a expectativa de vida chegou a 76,6 anos. Entre as mulheres, a média foi de 79,9 anos, enquanto os homens ficaram em 73,1 anos — uma diferença de quase sete anos.
E aí está o ponto que chamou a atenção dos pesquisadores: nas últimas décadas, homens e mulheres passaram a ter comportamentos mais semelhantes. O tabagismo diminuiu, as diferenças no consumo de álcool ficaram menores e o acesso aos serviços de saúde aumentou. Mesmo assim, a vantagem feminina na longevidade praticamente permaneceu.
Ou seja: não basta colocar toda a culpa nos hábitos de vida.
A pesquisa analisada em 2026 aponta que fatores biológicos podem ter um peso importante nessa diferença. Questões hormonais, genéticas e características relacionadas ao envelhecimento das células estão entre as possíveis explicações.
Um dos pontos estudados envolve os telômeros, estruturas ligadas à proteção dos cromossomos e ao processo de envelhecimento celular. Mulheres tendem a apresentar telômeros mais longos, o que pode estar relacionado a uma velocidade diferente de envelhecimento biológico.
A ciência ainda não tem uma resposta definitiva. Mas uma coisa já está clara: a diferença entre a vida dos homens e das mulheres é muito mais complexa do que simplesmente dizer que elas se cuidam mais.
Enquanto os pesquisadores tentam descobrir o motivo, os números continuam mostrando uma realidade incômoda: em média, o homem brasileiro tem menos anos de vida pela frente do que a mulher.