Acesso a ponte em Abunã, distrito de Porto Velho (Foto: PRF/Divulgação)
A cheia do Rio Madeira e as intensas chuvas têm provocado alguns transtornos para os motoristas que circulam pelas rodovias federais de Rondônia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), no Km 937 em Abunã, distrito de Porto Velho, os motoristas estavam tendo dificuldades para chegarem até a balsa, uma vez que o rio transbordou e os veículos tiveram que atravessar a parte alagada para seguirem viagem.
Nesta terça-feira (12), apesar de ainda o nível do Rio Madeira ter recuado alguns centímetros na região, as balsas conseguiram operar com normalidade, mas o alerta continua.
Outra situação difícil é no Km 541 da BR-364, no município de Ariquemes. Lá, o Rio Jamari também transbordou e a água começou a invadir a pista, mas ainda é possível seguir viagem com bastante atenção. Na mesma região, a RO-459, a ponte de acesso a Alto Paraíso estava submersa, mas nesta terça-feira, as águas também baixaram e havia apenas uma pequena poça na margem, segundo a PRF.
A PRF orienta os condutores a evitarem passar nos locais com registro de alagamentos em alta velocidade para evitar acidentes.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que como não há registros de problemas nas rodovias federais, não tem o que fazer no momento, apenas pedir mais atenção dos motoristas.
O Departamento de Estradas de Rodagens (DER) não respondeu aos questionamentos da reportagem
Nesta terça-feira, o rio recuou, mas os veículos ainda enfrentaram água na travessia (Foto: Ponta do Abunã/Facebook)
Km 541 a BR-364 na segunda-feira (Foto: PRF/Divulgação)
Km 541 a BR-364 nesta terça-feira (Foto: PRF/Divulgação)
Ponte de acesso a Alto Paraíso, sobre o Rio Jamari (Foto: PRF/Divulgação)
A extensa ponte de madeira no travessão da linha 196 com a linha 192 está interditada para o trânsito de veículos pesados, pouco mais de trinta dias de ter sido, segundo a Secretaria de Obras, “reformada”. Um dos moradores do local mostra indignação. Ele conta que a ponte foi construída faz pelo menos vinte anos e de lá prá só se fez trabalho paliativo. “ O madeirame de sustentação está apodrecido. A ponte vai acabar desabando, matando gente”, reclama o agricultor, em vídeo gravado pela reportagem do Rolim Notícias.
Um segundo morador diz que o Secretário de Obras tem consciência do trabalho que fez e do perigo que a apodrecida estrutura de madeira oferece. A interdição impede a passagem de caminhões de transportam leite e fazem o escoamento de grãos, prejudicando dezenas de produtores.
O ônibus de transporte escolar também não trafega sobre a ponte, obrigando o contorno pela linha 192 ou o que estudantes venham a pé até a ponte para só então terem acesso ao transporte.