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Mercadante: autoritarismo de Bolsonaro não tem limites

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No fundo, o que Bolsonaro pretende com mais essa ação absurda na educação é interditar o debate democrático, plural e livre no ambiente universitário”, afirma o ex-ministro da Educação
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O autoritarismo do governo Bolsonaro não tem limites. Nem mesmo a ditadura militar cometeu o disparate de pedir para que polícia militar entrasse em nossas universidades. A polícia política do regime atuava de forma clandestina no ambiente universitário, perseguindo lideranças estudantis e docentes que lutavam na resistência democrática. Entretanto, a ditadura ao menos se preocupava em manter um certo verniz de respeito ao direito secular de autonomia universitária. Bolsonaro nem isso faz.
Mais inacreditável ainda é que o pedido para que Supremo Tribunal Federal autorize a realização de operações policiais em universidades públicas e privadas para apurar propaganda eleitoral tenha partido da Advocacia-Geral da União (AGU).
Trata-se no mínimo do uso indevido de um órgão do estado brasileiro para perseguir o contraditório e quem pensa diferente, no espaço da universidade, que precisa ser absolutamente livre para debater todas as propostas e correntes do pensamento. As solicitações judiciais sobre regras eleitorais deveriam ser de competência dos partidos políticos, ou eventualmente de entidades da sociedade civil, mas jamais do estado brasileiro.
No fundo, o que Bolsonaro pretende com mais essa ação absurda na educação é interditar o debate democrático, plural e livre no ambiente universitário. Seu governo tenta retomar o que fizeram nas últimas eleições, quando a polícia militar invadiu cerca 30 universidades, ação que posteriormente foi condenada por unanimidade pelo STF. Mas, tenho convicção de que essa atitude inaceitável será mais um tema das mobilizações estudantis, programadas para o próximo dia 30, contra todos os retrocessos, cortes, autoritarismo e obscurantismo na educação brasileira, que Bolsonaro e sua equipe ideológica do MEC representam. E seguramente será mais uma vez rechaçada pelo STF.
Aloizio Mercadante, ex-ministro da Educação
Fonte : pt.org.br

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Adailton Fúria renuncia à prefeitura de Cacoal e se lança pré-candidato ao governo de RO

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prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), renunciou ao cargo nesta quinta-feira (2) para disputar o governo de Rondônia nas eleições de 2026. vice Tony Pablo (PSD) assume a prefeitura.

A cerimônia de renúncia e posse do novo prefeito ocorreu na Câmara Municipal de Cacoal. Estiveram presentes moradores, vereadores, deputados e outras autoridades.
Em publicação nas redes sociais, Tony Pablo comentou o evento: “Pela primeira vez, nós teremos aí um pré-candidato a governador. E a presença de todos vai servir também para fortalecer e para reconhecer o trabalho que Vossa Excelência fez pelo município e dar todo o apoio que o senhor precisa nessa nova jornada.”

Quem é Adailton Fúria

Adailton Antunes Ferreira nasceu em 24 de setembro de 1986, em Cacoal. É advogado.
  • · 2012: eleito vereador de Cacoal com 1.237 votos
  • · 2016: candidato a prefeito de Cacoal, ficou em segundo lugar com 12.870 votos
  • · 2018: eleito deputado estadual por Rondônia com 12.859 votos
  • · 2020: eleito prefeito de Cacoal
  • · 2024: reeleito prefeito com mais de 80% dos votos válidos, derrotando Celso Popó (PL) e Almir Suruí (PDT)
Segundo o partido, Fúria já é oficialmente pré-candidato ao governo de Rondônia.


Fonte: Jornal infoRondônia

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