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Agronegócios

Acordo amplia vendas agrícolas aos EUA

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Bangladesh se compromete a abordar e prevenir barreiras às exportações

Bangladesh se compromete a abordar e prevenir barreiras às exportações – Foto: Pixabay

Acordo amplia vendas agrícolas aos EUA; Bangladesh se compromete a abordar e prevenir barreiras às exportações

Bangladesh e os Estados Unidos firmaram um acordo comercial recíproco que promete ampliar substancialmente as exportações agrícolas americanas e reforçar a previsibilidade do comércio bilateral entre as duas nações. O entendimento foi assinado em 9 de fevereiro, em Washington, e é visto como um avanço nas relações comerciais, sobretudo no setor agropecuário.

Compra de produtos agrícolas americanos e ampliação de mercado

Pelo acordo, Bangladesh se compromete a adquirir cerca de US$ 3,5 bilhões em produtos agrícolas dos EUA, incluindo importantes itens como trigo, soja, algodão e milho.

Representantes de associações do setor consideram que o acordo abre novas perspectivas de mercado e maior previsibilidade para exportadores americanos, que poderão contar com um comprador de grande porte em um mercado em crescimento.

Além disso, Bangladesh aceitou abordar e prevenir barreiras às exportações agrícolas dos Estados Unidos, incluindo o reconhecimento de certificados emitidos por autoridades reguladoras americanas e o alinhamento com medidas sanitárias e fitossanitárias aplicadas a alimentos e produtos agrícolas.

Compromissos regulatórios e barreiras comerciais

O acordo inclui a promessa de Bangladesh de aceitar certificados sanitários e fitossanitários dos EUA e adotar práticas que reduzam obstáculos técnicos às exportações americanas. Isso deve facilitar o acesso de produtos agropecuários ao mercado bengalês, que tradicionalmente enfrenta restrições regulatórias mais rígidas.

Segundo especialistas em comércio internacional, esse tipo de compromisso pode ser fundamental para reduzir incertezas para exportadores, especialmente em setores sensíveis como o agrícola, em que normas sanitárias e barreiras técnicas costumam representar entraves significativos ao comércio.

Contexto das compras e importância do mercado

O acordo se insere em uma tendência recente de Bangladesh em ampliar o volume de compras de produtos agrícolas dos EUA. Por exemplo, um memorando de entendimento firmado em julho de 2025 prevê a aquisição de cerca de 700 mil toneladas de trigo americano por ano durante cinco anos.

Bangladesh já se tornou um dos maiores mercados para o trigo dos EUA, reforçando seu papel como um comprador estratégico para exportadores agrícolas americanos. O país também tem se destacado como destino importante para soja americana, com mais de 1,13 milhão de toneladas registradas no ano comercial de 2025-2026 e cartas de intenção para novas compras.

Perspectivas e reações do setor

Entidades como a US Wheat Associates, o US Grains & BioProducts Council e o US Soybean Export Council elogiaram o acordo, destacando que ele fortalece o acesso ao mercado bengalês e gera demanda imediata por diversos produtos agrícolas norte-americanos.

Analistas apontam que a expansão do comércio agrícola entre os dois países pode ser benéfica tanto para produtores americanos, que ganham um novo mercado consumidor, quanto para compradores bengaleses, que podem diversificar suas fontes de fornecimento em setores essenciais como alimentos básicos.

Fonte: GERADO POR CHATGPT / com informações de AGROLINK

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Agricultura

Produtores avaliam mercado futuro de leite

Ferramenta busca reduzir a volatilidade dos preços e dar mais previsibilidade à renda dos produtores, mas ainda desperta dúvidas no campo

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A exemplo de commodities como soja, milho e boi gordo, a possibilidade de negociar contratos futuros para lácteos vem sendo incentivada por especialistas e avaliada entre os produtores. A opção do mercado futuro é fundamentada em levar ao campo mais previsibilidade sobre o valor que será recebido pela produção.

Esse formato de negociação foi um dos temas que estiveram em pauta durante a Expoleite, feira promovida pela Capal Cooperativa Agroindustrial em Arapoti, na região dos Campos Gerais do Paraná, entre os dias 2 e 4 de julho.

“Estamos atuando de forma educacional, ainda com cautela, mas acreditamos que em momentos com grandes oscilações de preço do leite esse perfil de ferramenta pode representar um seguro para a propriedade, para possibilitar investimentos”, avalia Dinarte Garrett, coordenador de Pecuária Bovinos da Capal.

A cooperativa comercializa 12 milhões de litros de leite por mês de produtores do Paraná e de São Paulo. A produção é destinada às unidades de beneficiamento do grupo Unium (mantido pela Frísia, Castrolanda e Capal), localizadas nos municípios paranaenses de Castro e Carambeí, e no parque industrial de Itapetininga (SP).

No mercado futuro, os contratos são negociados diretamente entre as partes, no mercado de balcão, sem listagem em bolsa, para uma data adiante com preços já definidos. O instrumento financeiro de proteção (“hedge”), que visa minimizar os riscos das oscilações do preço do leite, está em funcionamento no país desde 13 de maio.

Dinarte Garrett é coordenador de Pecuária Bovinos da Capal — Foto: Jessica Fonseca

A ferramenta foi lançada pela consultoria StoneX Leite Brasil, com apoio do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). No Paraná, o Sistema Faep, da Federação da Agricultura do Estado, também atua na difusão do formato.

Desconfiança

A novidade ainda desperta desconfiança de produtores. “Já ouvi falar, mas não sei se vai funcionar, não tenho informações corretas ainda”, diz o produtor Wilko Laurens Verburg, de Arapoti.

Em sua propriedade, a produção é de 19 mil litros de leite por dia, com 460 vacas em ordenha mecanizada. “Hoje, a gente precisa ter eficiência na gestão para uma produção de qualidade. Por outro lado, quanto aos preços, não estou otimista. A partir de setembro deve ter nova queda”, acredita.

Produtor Wilko Laurens Verburg e a esposa na propriedade em Arapoti (PR) — Foto: Departamento Comunicação Sistema Faep

A produtora Ellen Biersteker, também de Arapoti, considera o mercado futuro para o leite um tema complexo. “Não cheguei a me aprofundar, mas se for para melhorar a rentabilidade, pode ser válido. Com o leite, a gente produz o mês inteiro e não sabe quanto vai receber. Tem projeções, mas que só se confirmam na entrega do produto”.

Ela ainda destaca que, diferentemente de outras atividades do agro, o leite é perecível e tem um curto prazo para ser comercializado. Com 380 vacas em lactação, a produção diária na propriedade dela é de aproximadamente 11,4 mil litros.

Avaliação

De acordo com Dinarte Garrett, da Capal, o objetivo das ações educativas é levar informações para que o produtor possa atuar de maneira segura no mercado futuro. “É algo novo no Brasil, estamos avaliando o cenário para ver as melhores oportunidades com grupo de produtores ou situações individuais”. Garrett comenta que ainda não há cooperados utilizando a ferramenta, mas há muitos interessados.

O preço do leite pago ao produtor associado está girando em torno de R$ 2,75 a R$ 3,00 variável conforme tabela de qualidade do produto, segundo o coordenador. Ele destaca que entre as características dos produtores de leite da região está o investimento em genética e ambiência dos rebanhos, e que a Capal atua para levar diretrizes que possam aprimorar os indicadores e também otimizar custos.

Segundo Marianne Tufani, consultora em gestão de riscos da StoneX que foi palestrante na Expoleite, a proposta da empresa é desmistificar o mercado futuro como modelo de negócio. O instrumento vem sendo apresentado para produtores de todo o país e também para laticínios e cooperativas. “Os produtores têm muitas dúvidas, mas estão demonstrando bastante interesse”, afirma.

De acordo com ela, a opção está obtendo uma boa aderência, e os primeiros contratos devem ser fechados nas próximas semanas.

Marianne diz que a ferramenta já é consolidada fora do país, principalmente na Europa, além de Estados Unidos e Nova Zelândia, os maiores exportadores de leite, assim como na Ásia. “A opção foi lançada há 30 anos lá fora pela StoneX, que foi a pioneira, e levou em torno de quatro anos até que os produtores entendessem o objetivo”, explica.

Como funciona

A operação ocorre no mercado Mercado OTC (“Over-The-Counter”) ou mercado de balcão, ambiente de negociação descentralizado fora das bolsas de valores tradicionais. A corretora StoneX utiliza os indicadores do Cepea para a liquidação dos contratos:

  • Leite UHT Sudeste (R$/litro)
  • Queijo Muçarela Sudeste (R$/kg), ambos de divulgação diária;
  • Leite em Pó Industrial 25 quilos São Paulo (R$/kg), de periodicidade semanal.

O lote mínimo é de 40 mil litros de leite ao produtor, mas é possível fechar contratos via laticínios e cooperativas, o que pode beneficiar produtores com volume de produção menor. “É uma solução muito demandada pelo mercado, devido ao aumento de volatilidade e da falta de previsibilidade do setor. A principal vantagem é que o produtor consegue se antecipar, planejar investimentos, aumentar escala e ter saúde financeira de longo prazo”, detalha.

Aberta a produtores e indústrias, esse modelo de negócio não altera a comercialização física do produto. Para acessar a ferramenta, é necessário ter uma conta na corretora.

A jornalista viajou a convite da Capal Cooperativa Agroindustrial

FONTE: GLOBO RURAL

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