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PF e Ibama destroem maquinário de garimpagem em terras indígenas de RO

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Operação foi realizada nas reservas Roosevelt e Sete de Setembro no início desta semana. Investigados podem responder por crimes ambientais e usurpação de bens da União.

Maquinário destruído pela PF durante operação em terras indígenas de Rondônia — Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) destruíram um pesado maquinário e acampamentos que ficavam concentrados em uma área de garimpo e de desmatamento ilegal nas terras indígenas Roosevelt e Sete de Setembro, no interior de Rondônia. A operação conjunta aconteceu no início da semana.
A ação detectou a prática de crimes ambientais e usurpação de bens da União nas terras indígenas.
De acordo com a assessoria da PF, na terra indígena Roosevelt foram apreendidas e destruídas duas pás carregadeiras e diversos motores que, ainda conforme a corporação, eram utilizados na atividade de garimpo ilegal.
PF e Ibama identificaram áreas degradadas pela exploração ilegal do garimpo e de madeira — Foto: PF/Divulgação
PF e Ibama identificaram áreas degradadas pela exploração ilegal do garimpo e de madeira — Foto: PF/Divulgação
Na terra indígena Sete de Setembro, foram destruídos um trator de esteira, máquinas destinadas ao garimpo ilegal e dois acampamentos de garimpeiros.
Ainda segundo a assessoria da PF, a invasão das terras aconteceu por intermédio de grileiros que têm forte ação na exploração ilegal de madeira.
Durante a operação, policiais federais apreenderam documentos e materiais que servirão de base para investigações e responsabilizações futuras dos envolvidos no crime ambiental.
Operação também identificou acampamentos que seriam utilizados pelos grileiros — Foto: PF/Divulgação
Operação também identificou acampamentos que seriam utilizados pelos grileiros — Foto: PF/Divulgação
Fonte: G1/Ro

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Operação investiga família de líderes religiosos por suposto apoio a facção criminosa

Polícia Civil apura suspeitas de uso de projeto religioso para acesso a presídios e cumprimento de tarefas em benefício de organização criminosa.

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Uma jovem foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil para investigar uma família suspeita de utilizar atividades religiosas como forma de prestar apoio a uma organização criminosa.

A investigação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), que apuram a suposta participação da jovem e de seus pais, apontados como líderes religiosos, em um esquema voltado ao auxílio de integrantes da facção.

Segundo a Polícia Civil, os investigados utilizariam um projeto religioso para obter autorização de ingresso em unidades prisionais, entre elas a Penitenciária Central do Estado (PCE). A suspeita é de que as visitas fossem usadas para manter contato com presos ligados ao grupo criminoso, transmitir informações, intermediar mensagens e oferecer suporte logístico e financeiro.

As investigações também apontam indícios de movimentações financeiras consideradas suspeitas. Conforme a polícia, recursos provenientes de integrantes da organização criminosa teriam sido transferidos para contas de familiares e terceiros, em uma suposta tentativa de ocultar a origem dos valores.

Ainda de acordo com os investigadores, o dinheiro teria sido utilizado para despesas pessoais, viagens, aquisição de veículos e realização de procedimentos estéticos. Essas operações são analisadas como possível prática de lavagem de dinheiro.

Outro ponto apurado envolve viagens realizadas pelos investigados a uma comunidade no estado do Rio de Janeiro. Durante a investigação, a polícia reuniu fotografias e vídeos que mostram pessoas ligadas ao grupo religioso ao lado de armamentos, como fuzis, pistolas, revólveres e carabinas, além de rádios comunicadores.

Os investigadores também afirmam ter identificado imagens que mostram suspeitos próximos de integrantes da organização criminosa, incluindo pessoas foragidas da Justiça e indivíduos apontados como responsáveis pela segurança armada da facção. Há ainda registros que, segundo a Polícia Civil, mostram crianças próximas a armas de fogo e investigados manuseando armamentos.

Durante a Operação Fariseus, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, recolhimento de equipamentos eletrônicos, medidas de quebra de sigilo e a suspensão temporária da autorização para ingresso dos investigados em estabelecimentos prisionais por meio de projetos religiosos.

A Polícia Civil não divulgou a identidade dos investigados. O material apreendido será submetido à perícia e as investigações prosseguem para esclarecer a participação de cada envolvido. Até eventual condenação, os investigados são presumidos inocentes, conforme prevê a Constituição Federal.

Por: Redação Fonte: J1 Rondônia

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