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Política Rondoniense

Marcos Rocha diz que Fúria representa continuidade de seu governo em Rondônia

Declaração durante convenção do PSD reforça estratégia governista para manter grupo no poder

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Com o calendário eleitoral avançando para o fim das convenções partidárias, o governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSD), tratou de deixar claro o eixo estratégico da base governista ao afirmar que a candidatura de Adailton Fúria representa a continuidade de sua gestão. A declaração, feita durante a convenção do partido em Porto Velho, não apenas consolida o alinhamento político dentro da chapa, como também antecipa o tom da campanha: de um lado, a defesa de um legado administrativo; de outro, a inevitável disputa de narrativa sobre seus resultados.

Ao vincular diretamente Fúria ao seu governo, Rocha sinaliza que a eleição passará, necessariamente, por um julgamento público de sua gestão. Trata-se de uma escolha política calculada: transformar o candidato em herdeiro de um ciclo administrativo que o grupo considera bem-sucedido. Nesse contexto, o destaque dado ao crescimento do orçamento estadual — de R$ 6,6 bilhões para R$ 18,5 bilhões — funciona como peça central do discurso, apresentado como evidência de eficiência e capacidade de gestão.

No entanto, a mesma narrativa abre flanco para críticas. O aumento expressivo da arrecadação pode ser explorado por adversários como indicativo de elevação da carga tributária, deslocando o debate do campo do crescimento para o impacto direto no bolso do contribuinte. É justamente nesse ponto que a disputa eleitoral tende a se intensificar: não apenas sobre números, mas sobre a interpretação deles.

A fala de Rocha também impõe um desafio à própria chapa governista. Enquanto o governador aposta na continuidade como ativo político, Fúria tenta se posicionar como renovação, criando uma tensão discursiva que precisará ser equilibrada ao longo da campanha. O sucesso dessa estratégia dependerá da capacidade de conciliar herança administrativa com promessa de mudança — combinação que, se bem executada, pode ampliar o alcance eleitoral, mas que, se mal calibrada, pode gerar ruído e incoerência na comunicação.

Esse movimento ocorre em um momento sensível do processo eleitoral, em que as convenções apenas formalizam candidaturas, mas já funcionam como palco para sinalizações políticas mais amplas. Com o fim dessa etapa, a campanha ganha as ruas e, sobretudo, as redes sociais, onde a guerra de narrativas tende a se intensificar e a influenciar diretamente o eleitor indeciso — perfil que historicamente define o resultado nas últimas semanas.

É também nesse ambiente que o chamado voto útil começa a ganhar força, especialmente diante de cenários mais polarizados. A tendência é que, à medida que pesquisas eleitorais sejam divulgadas, parte do eleitorado abandone preferências iniciais em favor de candidaturas consideradas mais competitivas, alterando o equilíbrio da disputa.

Ao assumir a continuidade como bandeira, Marcos Rocha antecipa que o debate em Rondônia não será apenas sobre propostas futuras, mas sobre a validação — ou rejeição — de um modelo de governo. A partir daqui, mais do que apresentar planos, os candidatos precisarão convencer o eleitor de que representam o caminho mais seguro entre passado, presente e futuro.

Por Renato Barros

Fonte: Plan Ji-Parana

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Professora Rosângela Marum tem candidatura a deputada estadual homologada pelo PSD

Ao longo da carreira, atuou como professora, supervisora, diretora escolar e coordenadora regional de educação em Ji-Paraná.

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A professora Rosângela Aparecida Marum Cândido teve sua candidatura a deputada estadual pelo PSD homologada durante a convenção estadual do partido, realizada na Villa Privilege (antiga casa de shows Talismã 21), em Porto Velho. O evento, que reuniu o bloco formado por PSD, Avante, PRD e Solidariedade, oficializou as chapas da legenda para as eleições de 2026, incluindo o nome de Rosângela entre os representantes do interior do estado.

Fotos: Stefany Cris

Fotos: Stefany Cris

Natural de Ji-Paraná, Rosângela Marum chega à disputa com uma trajetória de mais de 35 anos dedicados à educação pública em Rondônia, área que se consolida como sua principal bandeira política. Pedagoga formada pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), ela conta ainda com especializações em Gestão Escolar e em Metodologia do Ensino Superior.

Ao longo da carreira, atuou como professora, supervisora, diretora escolar e coordenadora regional de educação em Ji-Paraná, acumulando uma vivência que passa por praticamente todos os níveis da gestão educacional da sala de aula à coordenação de políticas públicas na região. Essa trajetória é apontada como um dos diferenciais da pré-candidata, que pretende levar para a Assembleia Legislativa a experiência acumulada na rede pública de ensino.

Fotos: Stefany Cris

Fotos: Stefany Cris

Com a homologação, Rosângela Marum passa a integrar oficialmente a nominata do PSD para a disputa proporcional de 2026, ao lado de outros nomes da legenda que também tiveram suas candidaturas confirmadas na convenção. A expectativa em torno de seu nome está diretamente ligada à pauta da educação, tema que ganha relevância no debate eleitoral em um estado onde a rede pública de ensino ainda enfrenta desafios estruturais, especialmente no interior.

Com a convenção concluída, o PSD e os partidos aliados dão início a uma nova fase da campanha rumo à Assembleia Legislativa de Rondônia. A partir de 16 de agosto, tem início oficialmente o período de propaganda eleitoral, quando os candidatos estarão autorizados a apresentar suas propostas aos eleitores.

Fotos: Stefany Cris

Fotos: Stefany Cris

Fotos: Stefany Cris
Texto: Lucca Garcia

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