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Operação Reduto apura movimentações financeiras milionárias envolvendo servidora pública em Rondônia

Investigação da Polícia Federal aponta suspeitas de lavagem de dinheiro, uso de intermediários e fraudes em contratos públicos; apurações seguem em andamento.

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As investigações da Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MPRO), apuram um suposto esquema de fraudes em contratos públicos, lavagem de dinheiro e desvio de recursos envolvendo agentes públicos e empresas que mantinham contratos com o Estado.

A operação resultou no cumprimento de 19 mandados de busca e apreensãonove em Ariquemes, oito em Porto Velho e dois em Manaus (AM) — além de dois mandados de prisão preventiva expedidos pelo Tribunal de Justiça de Rondônia.

Conforme informações obtidas durante a investigação, as apurações tiveram início após Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada de pessoas investigadas.

Segundo fontes ligadas às investigações, uma servidora pública do município de Ariquemes passou a ser monitorada após suspeitas de que teria recebido elevados valores financeiros que posteriormente teriam sido transferidos para contas de terceiros. De acordo com a apuração, a investigada possuía remuneração compatível com o cargo público exercido, mas as movimentações identificadas superariam significativamente sua capacidade financeira declarada.

As diligências também alcançaram a empresa Millennium Locadora, sediada em Manaus, que mantém contratos públicos em Rondônia. Conforme os investigadores, a empresa é alvo de apuração para verificar possíveis irregularidades em processos de contratação e na execução de serviços públicos. Durante o cumprimento dos mandados, valores em dinheiro também foram apreendidos no Amazonas.

Ainda segundo a investigação, a Polícia Federal apura a possível utilização de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para movimentação de recursos financeiros considerados suspeitos. Entre os investigados estão servidores públicos e outras pessoas apontadas como integrantes da suposta estrutura financeira analisada pelos investigadores.

As investigações também alcançaram agentes políticos, incluindo o deputado estadual Alex Redano, cujo sigilo de dados foi autorizado judicialmente no curso das apurações. O procedimento busca verificar eventual relação entre movimentações financeiras e contratos públicos investigados, sem que isso represente conclusão sobre responsabilidade criminal.

Além disso, dois investigados, identificados como o secretário-geral da Assembleia Legislativa de Rondônia, Rogério Gago, e um homem conhecido pelo apelido de “Negão Biscoito”, tiveram mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça durante a operação.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para esclarecer a origem dos recursos, a participação de cada investigado e a eventual prática dos crimes apurados.

Os citados na investigação ainda não foram condenados e permanecem amparados pelos princípios constitucionais da presunção de inocência, do contraditório e da ampla defesa. A reportagem permanece aberta para manifestações das defesas e dos demais envolvidos.

Por: Redação Fonte: J1 Rondônia

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PM rebate críticas de deputado e diz que é “fácil criticar no ar-condicionado”

Sargento afirmou que operação no residencial Orgulho do Madeira representou o trabalho diário da tropa no combate à criminalidade.

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Uma publicação nas redes sociais gerou repercussão entre policiais militares e o deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo (Podemos) após críticas feitas pelo parlamentar a uma operação realizada pela Polícia Militar no residencial Orgulho do Madeira, em Porto Velho.

De acordo com as informações apuradas pelo jornalismo J1RONDÔNIA, o sargento Machado, que participou da ação, utilizou as redes sociais para responder às declarações do deputado e defender a atuação dos policiais que estiveram na operação.

“No ar-condicionado é fácil criticar”, diz sargento

Foto: Sargento Machado / j1rondonia

Em vídeo publicado nas redes sociais, o policial afirmou que as críticas não refletem a realidade enfrentada pelas equipes que atuam diariamente no combate à criminalidade.

“Deputado, para o senhor que não sabe, hoje fizemos uma operação dentro do Orgulho do Madeira. Quem é o senhor para falar alguma coisa? No ar-condicionado é fácil criticar”, declarou o sargento.

Na sequência, o militar afirmou que considerou as declarações do parlamentar desrespeitosas com os policiais envolvidos na ação.

” O senhor quer falar de combate à criminalidade dentro de um escritório? Para com isso. Sua fala é até um desrespeito com quem estava na operação nossa dentro do Orgulho do Madeira hoje. Estamos no combate ao crime todos os dias, enquanto o senhor está no ar criticando.”

Operação teve como objetivo remover pichações

Segundo a Polícia Militar, a operação realizada no residencial Orgulho do Madeira teve como um dos objetivos a remoção de pichações atribuídas à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Ainda conforme as informações apuradas pelo jornalismo J1RONDÔNIA, entre as inscrições removidas havia mensagens com ameaças direcionadas a motoristas de aplicativo que circulam pela região.

Para os policiais envolvidos, a retirada das pichações integra as estratégias de retomada de espaços públicos e de enfrentamento às organizações criminosas que atuam na capital.

Deputado criticou operação

As declarações do sargento ocorreram após o deputado Delegado Rodrigo Camargo publicar críticas à operação policial realizada no condomínio.

Até a publicação desta reportagem, o parlamentar não havia se manifestado sobre as declarações feitas pelo policial militar após a repercussão do vídeo.

Fonte: J1 Rondônia

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